sexta-feira, 4 de maio de 2012

Direitos humanos


         Flor do deserto

Waris Dirie nasceu numa família de criadores de gado, na Somália. Aos 13 anos, para fugir de um casamento arranjado, ela atravessou o deserto até chegar a Mogadishu, capital do país. A sua avó enviou-a para Londres, onde trabalhou como empregada na embaixada da Somália. Passou toda a adolescência fechada em casa, mas um dia, acabada a guerra na Somália, tem a oportunidade de regressar ao país. No entanto, ela não quer e foge mas não tem para onde ir. Com a ajuda de Marylin, uma descontraída vendedora, Waris consegue um abrigo e um trabalho num restaurante, onde é descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson. Através da ambiciosa Lucinda, sua agente, Waris torna-se modelo. Só que, apesar da vida de sucesso, ela ainda sofre com as lembranças de um segredo de infância: a mutilação genital que sofreu aos três anos de idade. Contacta uma jornalista e decide contar a sua história, com o objectivo de ajudar outras mulheres. Alia-se à ONU nesta causa e é nomeada até embaixadora desta causa.
Este filme é realmente comovente, e faz-nos pensar como é possível a própria mãe mutilar a sangue frio uma criança, apenas com o intuito de cumprir a tradição. Mais comovente é, se pensarmos que em pleno século XXI, depois de tanto defendermos os direitos humanos, algumas tradições continuam a sobrepor-se a estes direitos, desrespeitando-os e desrespeitando a pessoa humana. Ninguém pensa nas consequências físicas e psicológicas e poucos fazem algo para impedir esse ato de crueldade.  No entanto, com o aumento do número de imigrantes em Portugal, esta atrocidade começou a ser praticada também cá, porém, o nosso estado já prevê um artigo no código penal – artigo 144 – ofensa à integridade física.

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